Autor Tópico: Análise do Conjunto 70205 - CHI Razar  (Lida 5331 vezes)

22 de Agosto de 2013 - 16:40:17 pm
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Gus

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Análise do conjunto 70205 - CHI Razar


Referência: 70205
Nome: CHI Razar
Tema: Legends of Chima
Ano de Edição: 2013
Número de Peças: 68
Preço LEGO®: 14,99 dólares (shop.lego.com)
Preço tabela no Brasil: R$79,99
Instruções:  sim (presente também no site oficial)
Adesivos: não
Minifigs: não
Modelos alternativos: combinação com o 70202, instruções disponíveis para download no site
Lista de peças: sim, nas últimas páginas do manual de instruções. Inventário no Bricklink


"E uma centena de enormes corvos batem as asas em seus sonhos e voltam seus olhos negros rumo à tempestade"

Já fazia exatamente um ano e uns quatro dias desde a última vez que eu comprei algum conjunto Lego. Por puro desinteresse, por uma dark age consciente mesmo. E mais ainda, o último set que eu havia comprado de uma loja (mesmo que indiretamente) já tinha mais de três anos, ou seja, não comprava sets novos. Sinceramente, além de ser um hobby caro, já não havia muito mais interesse em adquirir conjuntos novos. Não por falta de novidades, elas sempre estiveram aí. Esse é o primeiro conjunto que eu adquiri que possui o sistema de figuras de ação mais novo. É um sistema bem repetitivo já (lançado em 2011), mas até aí não havia nenhum conjunto que expressasse para mim quaisquer curiosidade, o detalhamento e as características passavam impressões um pouco genéricas e a visão de conjuntos/figuras como fontes de peças ao invés de algo mais (como um personagem único, customizável) me fazia adiar experimentar esse sistema.


Eu não conheço muito à respeito da história de Chima, não consegui terminar de assistir nem um episódio e tampouco sei sobre o personagem em questão (Razar), a não ser que ele é o príncipe da tribo dos corvos, que se alia a quem puder ofertar melhor. Aparentemente "interesseiros", na verdade eles mostram um dos possíveis nichos na estrutura tribal de Chima, uma facção clandestina e livre de associações.


Razar em sua forma de minifig e na sua forma CHI

Enfim, o interesse pela figura vem de um tempo anterior. À primeira vista, a temática do corvo em si é algo muito interessante.
"O corvo é o símbolo de A'arab Zaraq. A'arab Zaraq significa "os Corvos da Dispersão". O corvo é a contraparte negra da pomba e representa guerra e tempestade, mas também paixão, pecado e sabedoria proibida (...) é também o pássaro falante que traz mensagens e profecias, a consciência livre do mago, dispersando como os corvos de Odin para coletar conhecimento e sabedoria." - Thomas Karlsson

   
O engraçado mesmo é que os A'arab Zaraq emergem de um vulcão na sua "qlipha". E o cenário da tribo dos corvos, no pacote do Razar, tem uma aparência
vulcânica e desolada em comparação com a de quaisquer tribo de Chima.

Aqui, o pacote com as informações, com a combinação de conjuntos (que é mais um "revamp" do conjunto), e ótimas ilustrações. Desde o lançamento da linha eu achei muito legal a ideia de apresentar a face de um minifig do set na caixa. Isso agrega um sentido de individualidade aos personagens. Atrás também há o tamanho real da cabeça. O problema é que para abrir o pacote é necessário cortar uma parte dele, que retira parte da imagem da cabeça e parte da ilustração :(.

   

Além do pacote ter substituído os típicos "canisters" ou potes, o nível de detalhamento das peças também decresceu. É com certo desapontamento que eu admito que a Lego deixa claro que seu foco das figuras de ação nas crianças seja a montagem rápida. Como um consumidor dessas figuras desde os meus seis anos de idade, eu sempre me interessava por novas linhas, características e personagens. Quando se tornavam mais funcionais (e em alguns casos mais desafiadores) sempre me fixava mais à linha.
Mas com essa repetição e corte de custos, a inovação se limita a criar novos moldes de peças, que nem mesmo possuem um nível de detalhamento tradicional.

     
Os designers da Lego bem que poderiam ter feito uma maneira de deixar o bico móvel, tal como na ilustração do pacote. Além de adicionar um sentimento de realismo, serviria bem para sintetizar o conhecido crocitar dos corvos.

     

Para manter o interesse nesse tipo de linha, os designers trabalham com peças chave, tal como as asas do conjunto (cuja estrutura são iguais às da figura 70201 CHI Eris engraçado usarem um nome desses numa heroína :P), sua cabeça (feita de pelo menos três partes diferentes juntas num único bloco - essa parte é a mais detalhada do conjunto) e suas lâminas duplas. Com certeza, essas peças que hoje são características serão usadas sem delongas em conjuntos futuros, perdendo todo o sentimento de originalidade atual.

       
Acima, a construção básica do conjunto. Construção rápida de encaixar os sockets das partes e armaduras nos ball-joints, e daí armaduras adicionais por meio de pinos ou "clips" da espessura dos objetos dos minifigs.

   
Para mover a cabeça, é utilizada mais uma seção longa de pescoço. A envergadura do torso é muito pequena e a cabeça é grande demais. O plate na frente do torso serve para esconder isso na frente.
Porém isso não impede as diversas possibilidades de poses da cabeça. É possível mover a cabeça do Razar de forma livre, fazendo ele parecer até com outros pássaros.

   
A montagem das asas não tem segredo. São como membros adicionais, se comportam mais como tentáculos que se movem na horizontal e se dobram na vertical.

Cada membro da figura tem umas três a quatro seções diferentes de peças diferentes com um ball-joint e um socket em cada extremidade (exceção das mãos, pés e extremidades das asas - essas foram bem mal resolvidas, na minha opinião). Isso facilita a construção de tal maneira que até quebra vínculos com as figuras de ação anteriores à 2011. Os encaixes das armaduras sob o esqueleto da figura (90626) só ocorre por ball-joints ultimamente. Sendo que os sockets são de qualidade superior e não quebram. Tirar uma armadura e colocá-la em outra parte, essa possibilidade de customização e re-combinação, se torna mais importante que a montagem e se aliam completamente à jogabilidade de um produto final (sujeito à recorrentes customizações pós-finalização).

 
Aqui, algumas re-combinações quanto à posição das seções das asas, para movimento mais horizontal, e armaduras re-colocadas.
Mais para dar um exemplo de experimentações, essas possibilidades estão longe de oferecer soluções para alguns problemas no set final.

22 de Agosto de 2013 - 16:47:31 pm
Resposta #1

Gus

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Uma vez montado, o conjunto é de todo bem apresentado. Proporcional, com um esquema de cores coerente para uma figura de ação (que costuma ter muito mais cores do que quatro) e característico. As correntes adicionais das lâminas são bem interessantes, a ideia de láminas pequenas e correntes é algo muito comum em imagens de anti-heróis. As lâminas por si só lembram bicos abertos. Bicos abertos, fendidos, eram usados para representar o princípio do kháos grego, a força primária da cissão, necessária para a primeira expressão da criação, a divisão do que é uno (que se encaixa perfeitamente com o contexto dos corvos da dispersão). Essa peça de lâmina é assimétrico com um lado mais fundo que outro, mas nada que atrapalhe em sua apresentação. É deveras chapada em comparação com as ferramentas de alguns conjuntos BIONICLE, mas pelo menos não é tão neutra como armas em Pearl Light Gray, Flat Silver ou em Pearl Dark Gray.

   
A figura possui 22 pontos de articulação, as asas se movem com facilidade, inclusive podem ser "guardadas".
Talvez seja necessário recolocar a armadura na qual se encaixa a "pena" para o lado oposto, mas como já disse, a customização é inerente à jogabilidade do produto final

Uma peça que deixa a desejar é a armadura do torso. Uma peça na cor "gunmetal" ou pearl dark gray, com um fundo roxo e raios prateados/vermelhos de aparência metálica saindo do núcleo de CHI do lado esquerdo (sugestivamente, todos os "vilões" possuem o CHI no lado esquerdo). O fundo roxo pouco aparece, e os espaços que ele não cobre são estilizados como se fossem penas. Mas uma vez que as penas tem a cor da peça (pearl dark gray), elas pouco aparecem, ofuscadas pelo metálico mais claro dos raios de chi. É muita informação gráfica para uma peça só, que não possui quase nenhum relevo.


Essa mesma peça tende a limitar a proximidade dos braços devido a sua envergadura

Outro problema está na proximidade de uma das seções de "penas" 11091 (peças muito interessantes e incluídas em conjuntos de escala minifig) nas asas (além da distribuição irregular das cores das mesmas). Estas asas funcionam como se fossem membros adicionais, tentáculos. Por isso, ao ter uma seção (a da extremidade) próxima da outra (do meio), a poseabilidade da asa fica limitada. As armaduras da canela (90639), por exemplo, não tapam devidamente os buracos e visivelmente estão desordenadas (isso em um senso estético bem estrito). E já que o torso se encaixa apenas pelo balljoint, a armadura fica meio solta, podendo virar um pouco para os lados, para cima e para baixo, podendo ser ajustada de acordo com o movimento dos braços ou da cabeça. É algo bem diferente de quando as armaduras eram fixadas por pinos Technic tradicionais.

 

Todos estes problemas podem ser facilmente resolvidos com re-combinações de peças já incluídas no conjunto. Entre as peças úteis estão o suporte das asas 90630 (que facilita um tanto anexar asas aos corpos das figuras de ação) e 10x 90617. Mais duas 6538c são sempre bem-vindas.
As correntes 53551 vêm em pouca quantidade, e as armaduras mais básicas (90641)vem em uma boa variedade (6 pretas e 4 roxas - cores meio raras ultimamente), além das mãos (93575), que costumavam ser mais raras nessa cor...

Ainda se tratando da simbologia dos corvos é interessante mostrar como que Neil Gaiman utiliza desse animal para com sua função no mundo do Sonhar em Sandman. Um animal com centenas de histórias a seu respeito, livre e sem vínculos (a não ser aos que ele mesmo escolhe), é também um animal sem escrúpulos (todas as histórias mencionadas servem como fonte da síntese na qual gerou um sentimento popular à respeito dos corvos - sentimento replicado também na história de Legends of Chima). Como um fã de Sandman (onde há recorrente menção aos corvos), eu acabei me identificando mais com esse conjunto (e qualquer conjunto da tribo/facção dos corvos) do que qualquer outro dos Legends of Chima. Se pelo menos o foco não fosse tanto infantil, poderia se esperar um detalhamento melhor tanto na história quanto nos sets!


E finalmente uma comparação com um conjunto de exatamente uma década atrás. O Rahkshi Vorzakh 8591 é apenas um pouco menor do que o Razar, vinha em um pote que servia de showcase, custava 3 dólares a menos e era bem mais funcional. Creio que nenhum destes dois tenha alcançado o potencial máximo de figuras de ação, se é que é possível fazê-lo, mas aliando características comuns aos dois é possível traçar um paralelo talvez mais promissor para linhas futuras.

 

A questão é que os Rahkshi também eram direcionados às crianças, assim como os Legends of Chima. O problema é que a Lego hoje em dia pouco se importa se a criança está construindo. Quaisquer tendência que haja para crianças poderia ser captada pela Lego e associada à ideia de criar figuras de ação funcionais, não apenas customizáveis. Enquanto as linhas atuais resolveram bem a parte de customização, linhas como os Toa Metru balancearam perfeitamente todos os quesitos importantes - construção, jogabilidade, função e customização. Enquanto o "sistema de construção" de 2006 (que apesar da rigidez dos designers, produziu alguns exemplos que fugiram bem dos padrões) durou uns 5 anos, já estamos no terceiro do novo sistema, sem trazer muita variedade, talvez um ou dois sets "médios" (se é possível classificar desta maneira hoje em dia) se destacaram, e um set grande. Da série dos Legends of Chima (que saem mais caro que os Hero Factory mas são muito melhores como personagens e figuras de ação), eu recomendaria este conjunto e o 70203, talvez os mais diferenciados e característicos entre eles (além de serem boas fontes de peas - o Razar tem uma quantidade pequena para esse preço mas é o que mais tem da sua linha).

 

Fora isto, é importante ressaltar que além de corvo, o conjunto (a forma CHI do personagem) é um pássaro humanóide, ou um corvo antropozoomórfico. Os homens pássaro ou os pássaros demônio da tempestade nos contos da Suméria me serviram inúmeras vezes como fonte de inspiração para minhas ilustrações. Tanto os pássaros Anzu, opostos à divindade vigente (desde o herói Ninurta, até versões posteriores com Enlil e o Marduk babilônico), quanto os Abgal (versão original dos Apkallu acadianos, os sete sábios antediluvianos) são bem semelhantes à estrutura da figura.
Poder representar estas figuras através do conjunto foi um dos principais fatores para escolhê-lo entre os outros Chima e Hero Factory disponíveis!



 

Folder no Brickshelf
GUIA para as figuras de ação Technic (resumo de todas as formas básicas de construção das figuras de ação Technic e Constraction de porte médio)
Análise do sistema de construção de figuras de ação atual


Comentários serão bem vindos  ;)
Gus

22 de Agosto de 2013 - 17:25:44 pm
Resposta #2

gilchagas

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Você fez toda essa análise, se sim parabéns um maravilhoso Review, muito bem detalhado, não poderia deixar de comentar...


Gilcélio

22 de Agosto de 2013 - 17:37:00 pm
Resposta #3

Felipe Avelar

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Esse é o review mais pró que eu já vi por essas bandas  :o

Muito bem detalhado, e com um background sensacional.

O Set, "Chima goes BIONICLE" para mim foi uma surpresa: passou despercebido aos meus olhos no catálogo.

Como vocalista e líder da banda 'A Gralha', eu adorei a abordagem temática da família 'corvídea'  ;D


23 de Agosto de 2013 - 00:25:37 am
Resposta #4

Gus

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Você fez toda essa análise, se sim parabéns um maravilhoso Review, muito bem detalhado, não poderia deixar de comentar...


Gilcélio
Muito obrigado! Eu fiz esse review depois de um longo hiato, mas esse não foi o primeiro que fiz no fórum.

Esse é o review mais pró que eu já vi por essas bandas  :o

Muito bem detalhado, e com um background sensacional.

O Set, "Chima goes BIONICLE" para mim foi uma surpresa: passou despercebido aos meus olhos no catálogo.

Como vocalista e líder da banda 'A Gralha', eu adorei a abordagem temática da família 'corvídea'  ;D



Obrigado! Eu particularmente acho que para uma análise o "background" é muito importante, principalmente para conjuntos como esse. Eu costumava fazer reviews de outras figuras de ação citando alguma coisa ou outra da história oficial da Lego, mas como não sabia nada de mais sobre este personagem (tanto que não há nada de realmente muito profundo por trás do desenvolvimento desses personagens), optei por explicar mais a fundo as razões que me levaram a adquirir o set, que de uma forma ou outra acaba sendo uma escolha bem pessoal.
E claro, preferi dar um contexto mais amplo pro histórico das figuras de ação. É uma linha ainda bem desconhecida por muita gente e eu acho bem importante deixar claro a trajetória dela.

E acabei nem colocando a nota final... não creio que seja muito importante  :P
Acaba sendo meio parcial dar uma nota para um conjunto que tem qualidades tão diferenciadas.

23 de Agosto de 2013 - 12:20:26 pm
Resposta #5

Guiler

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Parabéns pela análise, bastante completa.
Esse conjunto é o que mais possui peças nessa linha, cujos produtos são uns dois dólares mais caros que a linha média de Hero Factory. Isso pra mim é um sinal de que a Lego aposta bastante em Chima, que já tem uma série animada e uma promoção bem grande. De qualquer forma, eu prefiro essas figuras Chima de forma geral do que Hero Factory, só é uma pena que nem uma ou outra linha tem lá aquele primor detalhista que alguns BIONICLE tem, acredito que o objetivo seja mesmo fazer peças mais planas para cobrir melhor os furos que muitos BIONICLE tinham (mas oras, eram pra ser completados com outras peças).

Enfim, os objetivos da Lego e as características determinantes para as suas linhas de figuras de ação mudaram completamente, 2011 apresentou somente o próximo estágio de simplificação inspirada nos moldes introduzidos em 2006. Mas se formos ver por esse lado, os próprios Toa Mata de 2001, da primeira linha BIONICLE, eram uma simplificação de uma das vertentes de Throwbots. Pra mim o maior problema é que o corte de custos não acompanha a diminuição de preço. Mas a maior vantagem desses sets é que as sockets não se rompem facilmente, e são bastante característicos por si só.

27 de Agosto de 2013 - 22:57:23 pm
Resposta #6

Guiler

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BTW, tanto pela forma das asas quanto pelo esquema de cores (roxo + preto) esse personagem, na forma 'CHI' me lembra bastante a fusão Bass e Treble de Megaman 8:



É uma pena que a cor roxa foi tão pouco utilizada em BIONICLE, e isso porque alguns designers admitiram não gostar da cor.

29 de Agosto de 2013 - 10:45:06 am
Resposta #7

Gus

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É uma pena que a cor roxa foi tão pouco utilizada em BIONICLE, e isso porque alguns designers admitiram não gostar da cor.

Sim, é comum os designers puxarem para o lado pessoal, utilizarem das burocracias de metodologias vindas de seus "superiores" como escudo para inovação, como muleta para criar... o que acaba levando à estagnação e a mera reprodução ou recombinação. Recombinação que é claramente visível aos olhos de alguém mais crítico mas que passa batido nos consumidores impulsivos.

No caso da escolha das cores, isso acaba sendo muito limitado, comparado com uns 15 anos atrás, quando até as liftarms e eixos Technic eram coloridos de acordo com o conjunto. Mas desde um tempão que eles usaram umas cores gritantes, creio que para ser mais visível para as crianças. É exatamente essa postura de eterna tutela que eu não gosto. A Lego não costumava fazer esse tipo de coisa, não é que "as crianças de hoje em dia" não gostam mais de construir. A Lego nem sequer procura proporcionar uma experiência boa de construção, a não ser com uns sets enormes que naturalmente terão mais peças (e obviamente serão mais caros).

Esse conjunto foi o único no qual eu pude agregar um valor externo dentre anos vendo os catálogos e deixando passar batido. É engraçado como no fim se torna tudo sobre uma escolha muito pessoal baseado no imaginário do consumidor (o que no meu caso inclui os corvos, o Bass, e as divindades sumérias). Normalmente é algo muito raro esse sentimento, mundo afora os conjuntos são tratados mais como fonte de peças do que propriamente como conjuntos.

01 de Setembro de 2013 - 21:50:24 pm
Resposta #8

Guiler

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As armas desse conjunto, embora deixam a desejar por ter uma cor sólida (ao invés da cor transluscente, que além de mais interessante, é promocionada nas imagens CGI) e como você já mencionou uma atenção não muito grande a detalhes, como era de costume em alguns BIONICLE, me parecem bem legais pois lembram tanto as Claws of Hades ou a Nemesis Whip de God of War 3:



Sem dizer que, mesmo que inclua poucas correntes, cada 'lâmina' ainda inclui alguma corrente, o que remete bastante á essas armas, além das armas tradicionais de Kratos em God of War.

E outra coisa que podia mudar é o bico do Razar abrir, isso daria um fator bem mais realista. Mas nenhum set dessa linha além do 70203 abre a boca, todxs xs outrxs personagens tem isso estático.

26 de Setembro de 2013 - 10:55:05 am
Resposta #9

Gus

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É, as armas do Razar lembram bastante essas armas de GoW 3, não só pela sua forma, mas também por virem com umas seções de correntes (mesmo que pequenas, já dão vazão á imaginação).

Já agora, a Lego fez vários vídeos promocionais de batalhas entre as figuras 'Ultrabuild' (ou "Constraction") de Chima. Aí está um que mostra o Razar contra o Gorzan 70202:

03 de Outubro de 2013 - 22:53:38 pm
Resposta #10

Guiler

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Um vídeo sobre o personagem Razar, da tribo dos corvos: